sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Take a bootleg, hear it loud... And pass it around


O Pearl Jam sempre fez shows apoteóticos. A procura, pelos fãs, por gravações ao vivo da banda era muito grande, pois sempre havia uma música nova, um cover tocado, uma participação especial de alguém ilustre, uma versão diferente de alguma música, enfim, sempre havia alguma passagem que fazia aquele determinado concerto ser especial. Lembro-me de fazer parte de um grupo de trocas de bootlegs, logo na época em que se popularizou a gravação de CD-R. Enchia muito o saco do meu amigo Rafael, que passava horas gravando discos pra mim.

Essa prática era vista com bons olhos pela banda, que liberou, a partir de 1995, a gravação das apresentações pelos fãs, que poderiam guardar em forma de 'souvenir'. A permuta de bootlegs entre os fãs inibia a comercialização de discos piratas a preços abusivos. No mesmo ano, Eddie Vedder teve a idéia de montar uma rádio, a 'Self Pollution Radio', que transmitiu todos os shows da tour americana gratuitamente. Esse movimento fez parte da briga entre a banda e a Ticketmaster, que cobrava preços abusivos nos ingressos dos shows.

No dia 8 de Janeiro, Eddie Vedder resolveu fazer uma programação especial, tocando músicas de seu gosto pessoal e transmitindo jams sessions com seus amigos, dentre eles membros do Nirvana (Dave Grohl apareceu e tocou duas músicas que, mais tarde, apareceriam no primeiro disco do Foo Fighters), Alice In Chains, Mudhoney e Soundgarden, entre outros. Uma compilação de imagens desse encontro foi feita e disponibilizada para o documentário Hype!, sobre a cena de Seattle.



O programa teve 4h de duração, e está disponível a versão COMPLETA em áudio, no link abaixo.

DOWNLOAD (Créditos www.searchingforchetbaker.com)

Self Pollution Radio 1/8/95 Complete Setlist
************************ DISC ONE
1. Pearl Jam — Aye Davanita (from Vitalogy 1994) 2. Eddie Vedder — intro and comments 3. Sonic Youth — Teenage Riot (from Daydream Nation 1988) 4. Slant Six — Don’t You Ever (from Soda Pop Ripoff 1993) 5. Klark Kent (includes Stewart Copeland of The Police) — Away From Home (from Klark Kent 10″ EP 1980) Pearl Jam (live - all from Vitalogy 1994) 6. — Spin the Black Circle 7. — Satan’s Bed 8. — Corduroy 9. — Not for You 10. — Immortality 11. Daniel Johnston — Walking the Cow (from Hi, How Are You 1983) 12. Zeke — West Seattle Acid Party 13. Zeke — Schmidt Rid (both from Super Sound Racing 1996) 14. Eddie & Beth’s holiday answering machine messages 15. Dee Plakas (from L7) & husband singing Jingle Bell Rock 16. Matt Lukin (from Mudhoney) 17. The Descendants — Silly Girl (from I Don’t Want to Grow Up 1985) The Fastbacks (live) 18. — On Your Hands 19. — Run No More 20. — Old Address of the Unknown 21. Gas Huffer — More of Everything (from One Inch Masters 1994) 22. John S. Hall (from King Missile)–A Little Restraint (spoken word) 23. The Gits — Guilt Within Your Head (from Enter: The Conquering Chicken 1993)
DISC TWO
1. Eddie — comments 2. Interview w/ Val Agnew (from 7 Year Bitch), Gretta Harley (performer) and Dave Meinert (local music booker/promoter) 3. Bobby Miller — Keep Your Mouth Off My Sisters (spoken word) 4. Dancing French Liberals of ‘48 (The Gits minus Mia Zapata) — Dancing Foreign Legion Mudhoney (live — all 3 songs from My Brother the Cow 1995) 5. — Judgement, Rage, Retribution and Thyme 6. — Generation Spokesmodel 7. — What Moves the Heart 8. Eddie & Stone — Stone plays cuts from Loose Groove label: 9. Weapon of Choice — U Owe it to U (from Nutmeg Sez “Bozo the Town 1994, Loose Groove records) Players Ball??? 10. Outkast — Ain’t No Thang 11. Jeff Mix tape with: 12. Iggy, Tom, Veruca, Henry, and Noam Chomsky Mad Season (live — both songs from Above 1995) 13. — Lifeless Dead 14. — I Don’t Know Anything
DISC THREE
1. Tom & Iggy (drummer piece) 2. Three Fish — Solitude (from Three Fish 1996) 3. American Music Club — The President’s Test for Physical Fitness (from Wish the World Away single 1994) 4. Eddie 5. Dave Grohl/Foo Fighters — Gas Chamber (cover song, by Angry Samoans) 6. Dave Grohl/Foo Fighters — Exhausted (from the then not-yet-released Foo Fighters 1995) 7. Babes in Toyland — Pain in my Heart (from Spanking Machine) Soundgarden (live) 8. — Blind Dogs (from The Basketball Diaries soundtrack 1995) 9. — Fell on Black Days (from Superunknown 1994, but different faster version) 10. — Kyle Petty, Son of Richard 11. — No Attention (from Down on the Upside 1996) 12. Bass tuning tape 13. The Frogs — Do Me 14. Eddie & Krist Noveselic 15. Phone call with Dennis (from The Frogs) 16. Johnny get out of my jidge(?) 17. Wesley Willis — They threw me out of church 18. Phone call with Mike Watt 19. Mike Watt — Big Train (from Ball Hog or Tug Boat? 1995) 20. Mike Watt’s answering machine message w/ Kathleen Hanna (from Bikini Kill)
DISC FOUR
1. Crunt — Black Heart 2. Krist Novoselic reads from his book — Chapter 1 - Surprise, Surprise 3. The Who — Tattoo Pearl Jam and Krist (live) 4. — Improv/Laurelhurst Beach Club Song Pearl Jam (live) 5. — Last Exit 6. — Blood 7. — Tremor Christ 8. — Porch 9. — Indifference 10. Hovercraft — Zero Zero Zero One 11. Magnog — ??? 12. Phone-call with Dee Plakas about Voters for Choice 13. Eddie commentary about Rolling Stone, Spin, Ms. Voters for Choice memo 14. Louis Armstrong — What a Wonderful World


quarta-feira, 16 de novembro de 2011

O que o Pearl Jam significa pra vc?

Um dia desses, assistindo novamente ao DVD ‘Video Single Theory’, de 1998, uma cena me chama atenção. Nos momentos finais do documentário, o entrevistador pergunta ao Eddie Vedder: “Pearl Jam means a lot to a lot of people... But what does Pearl Jam mean to you?” Eddie faz uma pausa, em seguida começa Do the Evolution, e a pergunta fica no vácuo.

De repente me pego pensando... E se alguém me fizesse a mesma pergunta? Penso, penso e, coincidentemente, não acho resposta. Ouço rock desde 1991, justamente quando a banda lançou seu álbum de estréia. No entanto, o Pearl Jam não foi uma banda que me chamou atenção instantaneamente, muito pelo contrário. Não suportava ouvir Black ou Even Flow, mudava de estação na hora. O que aconteceu que me fez mudar de idéia, a ponto dessa banda se tornar a minha favorita por anos ininterruptos? O que essa banda tem de tão especial que me fez perder prova na faculdade em 2005, e provocar uma briga com minha esposa que tentava (muito prudentemente, tenho que admitir) argumentar que era impossível acompanharmos, de ponta a ponta, a tour de 2011?

Sempre fui fã de metal pesado, em meu acervo constavam bandas como Sepultura, Megadeth, Iron Maiden, Pantera e afins (apenas fitas cassete, pra mim era quase impossível comprar um vinil, tinha que juntar muito dinheiro, lembro que minha mãe me dava uns trocados para trabalhar na lanchonete que ela tinha na frente de casa mas era muito pouco, então tinha que escolher muito bem antes de decidir qual disco comprar). A banda que me levou ao universo do rock n’ roll foi o Guns N’Roses, e Duff McKagan (que nasceu em Seattle, diga-se de passagem) foi o cara que me motivou a pegar uma guitarrra e começar a praticar (outra coisa que também não entendo, pois ele era baixista na época). Porém, era muito difícil aprender uma música de heavy metal ou hard rock sem uma técnica, no mínimo, mediana, e essa limitação me fez abandonar o instrumento. Ouvi falar das bandas de Seattle por meio de revistas, li que havia um tal de Nirvana que estava fazendo sucesso. Morava em São Paulo e me lembro que tinha acesso a muita informação, sou do tempo em que rádio rock não era um mero adjetivo. Sonic Youth, L7, Screaming Trees, Soundgarden, Smashing Pumpkins, STP, Mudhoney e Alice In Chains eram nomes freqüentes na programação, além de, claro, Pearl Jam e Nirvana. Apesar de detestar as duas últimas bandas, o peso e a fúria do som de Seattle me contagiou.

O primeiro disco inteiro que ouvi do Pearl Jam foi Vs, em 1994, que peguei emprestado de um amigo apenas para copiar a letra de Daughter para mandar pra uma amiga. Eu tinha uma coletânea dos Stones em CD que meu tio havia me dado, ela estava até sem capa, emprestei pra esse meu amigo. Ouvi o CD apenas uma vez, pensei ‘pra quem gosta, é um bom disco’. Lembro de ter gostado de Dissident e Rearviewmirror. Encostei o CD na prateleira.

O Pearl Jam me chamou atenção mesmo com o lançamento de Vitalogy, lançado em 1994. Pelo rádio, ouço o final de Corduroy, e a locutora dizendo ‘é uma banda que cada vez mais vai deixando de lado o rótulo de grunge, e vai se encaixando no cenário do rock n’roll...’. Frase clichê, mas que me instigou a querer entender melhor por que ela foi dita. Lembro que fizeram um especial na rádio sobre o lançamento de Vitalogy, o locutor estava empolgado com a arte do CD, que continha uma espécie de livrinho de medicina. Resolvi ouvir, quando tocaram Not For You. Naquele momento, algo fez sentido pra mim. Pude compreender o que a locutora disse dias atrás. A seqüência de acordes, a distorção ardida e crua, a bateria caótica... Gostei muito da música, da primeira vez que ouvi. Ouvi mais algumas músicas, mesma impressão, disco direto, sem frescuras.

Meses depois, fui à uma loja em BH, em que todos os discos estavam em promoção e com preço único. Achei o Vitalogy, comprei. Cheguei em casa e fui direto ouvi-lo na íntegra, sem interrupções. Dias depois, lembrei que o Vs ainda estava lá em casa, ouvi-o novamente, achei também excelente. Por ter ouvido os dois discos e ter achado bons, aliado ao simples fato de ter entrado numa loja e ter preferido um disco do Pearl Jam ao invés de um do Iron Maiden, significava pra mim que a banda já tinha subido, em muito, no meu conceito. Influenciado pela distorção rasgada e pela simplicidade dos acordes e arranjos, voltei a tocar guitarra.

O resto é história... Vitalogy se tornou não só meu disco preferido, mas um símbolo de mudança pra mim, de conceitos, de estilos musicais. É um disco barulhento, simples, envolvente e empolgante, que me influenciou a virar fã de Pearl Jam, no meu modo de tocar guitarra, e a compreender que não é necessária uma super produção para se produzir um bom material. Comecei a entender que o Pearl Jam era uma banda que batalhava para mostrar ao mundo que eles não eram um rótulo, um estilo, mas sim uma banda de 5 caras que fazem rock, puro e simples, e que o afastamento da mídia foi uma maneira justificada de não permitir que a música perdesse a identidade. Eles fazem bons discos e fazem apresentações memoráveis, esse é o melhor retorno que uma banda dá aos fãs.

Assim que montamos a banda tentei de qualquer jeito inserir Not For You no setlist. Meus amigos acham que gosto de tocá-la porque eu faço o solo final (que na versão do álbum nem existe), mas pra mim há um significado por trás daquilo. É como se, de certo modo, eu fosse tele transportado para aquela época aonde tudo começou.

Bom, respondendo à pergunta do começo do texto... O que o Pearl Jam significa pra mim é a objetividade, que em minha opinião é uma das bases do rock n’roll. Pode-se fazer bons discos de rock sem firulas, pode-se fazer bons shows sem efeitos pirotécnicos ou coreografias enfadonhas. Seja simples sem cair na mesmice... Meta a mão nos instrumentos, pegue uma platéia que se pergunta ‘quem são esses caras?’, e a deixe louca após três ou quatro músicas... O Pearl Jam consegue isso, eles são assim, nenhum show é como o outro. Minha esposa não gosta da banda, ela foi aos shows para me acompanhar e porque gosta de Just Breathe, e confesso que fiquei emocionado após o show de Porto Alegre, quando a peguei cantarolando “why go home, why go home...” no caminho de volta.

(Da esq. para dir.) Victor, Bruno, Fernanda e Robert. Nas mãos do Victor, a camisa do pastor alemão.

Uma palavra, um nome, uma imagem

Se há uma palavra para descrever o que foi ver o Pearl Jam nessa tour no Brasil, acho q seria “intenso”. Frio, trânsito, desencontros e muito cansaço em SP; calor, tensão (havia esquecido minha carteirinha de estudante), indignação (taxistas tentaram nos passar a perna duas vezes, e barraram a entrada de simples barras de chocolate no estádio, além da péssima qualidade do ‘tradicional’ churrasco gaúcho servido num famoso restaurante) e dificuldades para voltar ao hotel em PoA, foram alguns dos acontecimentos marcantes naqueles dias.

Se um nome deve ser lembrado em nossa saga, sem dúvida esse é: Lambertucci. O que era para ser apenas um encontro de amigos para celebrarem os 20 anos de existência da banda preferida se transformou em odisséias dignas de serem registradas nas páginas dos livros de história do Rock n’ Roll. Vários autógrafos, 3 palhetas, 1 pandeiro, várias fotos, filmes e histórias pra contar, foi o que membros dessa família conseguiram angariar em momentos que misturavam consideração, tietagem e – porque não – farofagem e malandragem.

A sexta-feira começa com um acontecimento histórico – minha bolsa de mestrado finalmente foi liberada. Tá, isso nada tem a ver com o show, mas mesmo assim é memorável. Combinei (ou pelo menos achei que havia) com a Fernanda, nossa fotógrafa oficial, que eu a buscaria no hotel na Av. Rebouças, antes de seguir para CGH para encontrar o resto da galera que acamparia em minha casa. Depois de enfrentar um trânsito sinistro (e que é normal de se encontrar na Rebouças), chego ao hotel e recebo a informação de que ‘a Srta Fernanda já saiu, só deixou a mala’... De cara já bateu o desespero e a vontade de socar alguém. Resolvo esperar uns 20 min na porta, até que recebo uma mensagem em meu celular: “Perdi o vôo!”... Era meu amigo Hugo. Achei que o dia não fosse acabar bem, pensei que seríamos seqüestrados pelo cara da van, ou que nossos ingressos seriam falsos, enfim, muita m**** estava acontecendo. Ledo engano, felizmente. No caminho para o Morumbi, conseguimos achar a Fernanda, que ainda apareceu na van com 3 ingressos sobrando na mão. Hugo e Matheus conseguiram chegar a tempo no estádio. Daí pra frente não tivemos mais surpresas.

A Fernanda foi embora no sábado pro RJ, ver os caras na Apoteose, enquanto o resto do pessoal ficou em minha casa até domingo. Na segunda-feira recebo uma ligação: “A Fernanda pegou o pandeiro do Eddie Vedder!!!” Resolvi reativar minha conta no Facebook e lá estava a felizarda com uma bandeira e um pandeiro na mão... Pra minha surpresa, havia mais umas 15 fotos de pessoas segurando o pandeiro!!! Correm boatos de que essas pessoas pagaram a quantia de R$50 para que pudessem ter acesso ao instrumento. (*)

Chega a tão esperada sexta-feira, dia 11. Havia combinado com o Bruno de nos encontrarmos todos no aeroporto, porém, ao chegar lá, cadê a galera? Ligo pro Bruno. Ele me diz que já foi pro hotel. Fico puto novamente. Ele responde: ‘É o seguinte, o Victor está no Sheraton com o Boom Gaspar, e eu estou indo pra lá agora’. Saí correndo pro hotel, fiz o check-in, encontro o Bruno no saguão. 5 minutos depois, chegam Hugo, Reginaldo e Ângela.

De lá, fomos para o hotel Sheraton, a pé, pois estávamos bem perto. Achei que fôssemos chegar e sair adentrando o recinto, e que encontraríamos o Victor batendo aquele papo descontraído com o tecladista, porém... Cheguei na porta e reparei que havia um pequeno cordão de isolamento, e lá estavam o Victor, a Carla e a Fernandinha (irmã de Victor e Bruno, não a que pegou o pandeiro), todos ostentando camisetas e câmeras fotográficas, na expectativa de ter algum momento registrado com algum membro da banda (**). Fiquei puto de novo, ‘mas que p**** é essa, você me disse que o Victor estava com o Boom Gaspar...’, ‘É, ele passou por aqui... Tirei uma foto dele, você quer ver?’.

Minha fome era negra, assim como a vontade de matar o Bruno. Tirei uma palheta do bolso, que tinha um desenho do Rappa, que ganhei de um guitarrista de uma banda cover de U2 de BH, dei pra Fernandinha e disse: ‘tome, se o Mike McCready passar por aí, dê essa palheta pra ele... Eu vou almoçar, falou.’

Minha esposa Andressa ainda viu o Victor na porta do hotel quando voltávamos do almoço, ela foi até ele e deu uma barrinha de chocolate, pois eles ainda não tinham almoçado. Mais tarde, no hotel, a Fernandinha me grita no saguão: “BORRACHA!!! Tenho um presente pra você!!!”. Ela enfiou a mão no bolso e tirou uma palheta, diferente da que eu havia dado pra ela. De um lado tinha um “I”, e do outro um desenho e os caracteres “PJMM-A”. Antes que eu pudesse perguntar alguma coisa, ela me mostra um vídeo do Mike McCready recebendo a palheta que eu a havia entregue, e ele respondendo “Obrigado! Deixa eu ver se tenho uma minha... Pra trocar”. Já fiquei de cara por ela, que ficou sem almoçar e plantada na porta do hotel por horas, ter me dado a palheta... E outra, eu não fazia idéia de que o Mike McCready ao menos passaria por ali, muito menos de que ele só dá palhetas para quem entrega alguma coisa pra ele, como uma moça comentou com ela no hotel!!!

Ao chegarmos ao estádio, conseguimos um lugar bem próximo à grade. O Victor ostentava uma camiseta branca com um desenho feito pela Fernanda – a silhueta do rosto do Eddie Vedder que mais parecia um pastor alemão. Durante o show, um segurança chamou o Victor... Achei que fosse dar merda (uma tiazinha arrumou confusão com o Victor no começo do show, porque ele levantava a camiseta e ela, atrás dele, não enxergava nada. Talvez ela tivesse dito aos seguranças que ele estivesse tumultuando o local). Entretanto, ele esticou a mão e entregou algo ao meu amigo. Uma palheta do Eddie Vedder! O Victor ficou conversando com o segurança na porta do Sheraton, no meio do show o segurança o reconheceu e deu pra ele uma palheta que havia caído no espaço entre o palco e a platéia.

No outro dia, descemos para o café. Cadê o Victor? “Foi pra porta do hotel” – Cara, de novo? Ele foi entregar uma camisa dos Dissidents, nossa banda cover de PJ, para alguém da banda. Saímos sem ele, Carla e Fernandinha. Mais tarde, tomando cerveja no Mercado de PoA, chegam os três, lívidos. Eles estiveram cara a cara com o Ed Vedder. ‘E aí, o que vocês falaram pra ele’? “Nada...”. ‘Vocês entregaram a camisa’? “Não, não tive reação...”. Nessa hora, seu certificado de Cambridge vai pro vinagre, você não se reconhece e não consegue distinguir a Xuxa do Pelé. Ficamos sabendo que o Eddie havia reconhecido a camiseta do pastor alemão no show, aí ele viu a Fernandinha usando a camiseta no hotel e pediu pro segurança chamá-la. ‘E aí, Fernanda?”, “Véi, nem sei, ele só me levou pra trás da van...”(***). O que ele fez atrás da van, ela insiste em não dizer, e curiosamente não há sequer uma foto com ele, um filme, nada que possa ser comprometedor futuramente...

No fim do dia, fartos pelo jantar, estávamos vendo o jornal e... Estava lá o pastor alemão estampado na página de entretenimento. Êxtase total. Roubamos as páginas que já devem ter sido escaneadas e postadas em algum perfil de Facebookson.

Em suma... Victor, Carla e Fernanda(s) fizeram a diferença nessa tour. Não sabia quão fã eles eram... Nem sei se tudo começou por pura empolgação e brincadeira, porém tiveram seus esforços recompensados à altura. E garantiram a diversão da turma.

(*) O valor cobrado para se tocar no instrumento é R$5, porém caso queira uma fotografia, é cobrado um valor adicional de R$45 – sem direito a equipamento profissional.

(**) Das 362 fotos tiradas, 15 eram de algum membro da banda, o resto era de membros da equipe e dos seguranças, que ao descerem das vans eram surpreendidos pelos flashes. Alguns até faziam pose. Provavelmente foi daí que o Victor fez amizade com um dos seguranças...

(***) Há boatos de que Ed Vedder, atrás da van, tirou um baseado do bolso e disse à Fernandinha: ”Got some if you need it”. Outras pessoas afirmam que ele a mostrou seu “Stickman”. Acho que ele foi mesmo foi receber o dinheiro que a Carla prometeu à banda, caso eles tocassem Wishlist no Morumbi e em PoA.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Show de Curitiba: tenho q voltar a frase de 2005: "Jesus, pode me levar !!!"


Set list, atitude da banda, local do show ... sensacional. Chorei. Chorei em Dissidents ... me emocionei em vários momentos. O Eddie desceu perto da galera e fiquei a centímetros dele. Sem palavras pra descrever. Vivam momentos como esse .... O Eddie, o Mike e até o Stone super animados, pulando. O Eddie até mancando (acho q ai vem problema pra POA) ... está louco ! Mais um show do velho e bom PJ.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Show de São Paulo sexta-feira 04/11/2011

Set list sensacional. Lado B é tudo que queríamos. Mas foram cinco do TEN. Incrível, inesquecível. Apesar dos vários erros no início de várias músicas (até o Mike saia do palco pra trocar guitarra no meio da música) Ev&Cia mandaram ver. O Eddie conversou bastante com o público.